A expansão da Linha 4-Amarela até Taboão da Serra gera expectativa de viagens mais rápidas entre moradores do município e de cidades vizinhas. A mudança ainda é apresentada como projeto, e os passageiros ouvidos esperam reduzir o tempo gasto nos deslocamentos.
Segundo o Governo de São Paulo, a iniciativa integra os projetos estaduais de mobilidade e levará a rede metroviária para fora da capital paulista pela primeira vez. A Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI) participa do projeto, que tem fiscalização da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp).
Relatos de moradores de Taboão da Serra e de Embu das Artes foram publicados em 20 de outubro de 2026. Entre os entrevistados estão passageiros que trabalham na Faria Lima, na Barra Funda e na Mooca, em São Paulo.

Os depoimentos apontam o trânsito nos trajetos de ônibus até a estação Vila Sônia como uma dificuldade da rotina. A expansão também envolve conexões com ônibus e a expectativa de que o tempo poupado possa ser usado em atividades pessoais.
Deslocamentos até Vila Sônia pesam na rotina dos passageiros
O cabeleireiro Marcos de Almeida, de 37 anos, mora em Taboão da Serra há cerca de 20 anos e trabalha na região da avenida Faria Lima. Para chegar à Linha 4-Amarela, ele pega um ônibus até a estação Vila Sônia, percurso que pode durar de 40 minutos a uma hora.
Marcos aponta o trânsito na BR como o principal obstáculo nesse trecho. Ele afirma que a estação em Taboão evitaria essa parte do trajeto e reduziria o tempo gasto antes de embarcar no metrô.
Embu das Artes também aparece nos relatos: a assistente de operações estratégicas Jéssica da Costa Silva, de 33 anos, mora no bairro Santa Tereza e trabalha na Barra Funda. De segunda a quinta-feira, ela sai de casa às 4h30 e leva cerca de 30 minutos para chegar à estação Vila Sônia.
Na volta, o trânsito na avenida Professor Francisco Morato e nos acessos a Taboão pode fazer a viagem se aproximar de três horas. Jéssica estima que a nova estação reduza esse retorno em aproximadamente uma hora e afirma que o tempo em casa poderia ajudá-la a estudar e descansar.
Projeto prevê novas estações e integração com terminal de ônibus
Moradora de Taboão desde que nasceu, a analista de redes sociais Jéssica Inah Massonetto, de 31 anos, trabalha na Mooca e leva cerca de duas horas para chegar ao emprego. Para ela, o trânsito no ônibus até Vila Sônia é um dos entraves, enquanto o percurso de metrô é mais rápido e tranquilo.
Jéssica Inah espera que uma estação mais próxima reduza o tempo gasto no ônibus e permita reorganizar a rotina, inclusive para fazer academia pela manhã. Ela relata que a expansão do metrô até Taboão da Serra tornaria mais fácil o deslocamento para a capital, onde considera o transporte público mais conveniente do que o carro para ir ao centro.
O projeto prevê 3,3 quilômetros de extensão e duas novas paradas: Chácara do Jockey e Taboão da Serra. A estação no município terá integração com um terminal de ônibus, ampliando as conexões para passageiros de Taboão e de cidades próximas.
Segundo a estimativa apresentada pelo Governo de São Paulo, a extensão deve atender cerca de 50 mil passageiros por dia. A previsão de novas estações e da ligação com ônibus compõe o projeto da Linha 4-Amarela, sem que a referência informe uma data de conclusão das obras.


